A estranha história das Freiras francesas que começaram a Miar

Histeria coletiva é um fenômeno bastante interessante que acompanha o ser humano em toda a sua história. Esse tipo de ação ocorre por uma espécie de contágio psíquico ou cultural no qual, em uma reação em cadeia, pessoas passam a possuir sintomas de uma mesma doença ou a praticar coisas estranhas sem uma explicação racional.

Ao longo da história, muitos casos de histeria coletiva foram narrados pelas mais diferentes pessoas, inclusive historiadores. Cada período ostentava sua explicação de acordo com conceitos da época. Sabe-se, atualmente, que entre o século XVI e XVIII, os conventos da Europa foram os principais focos desses contágios psíquicos. Alguns autores apontam que devido à disciplina rígida e ao isolamento das freiras, qualquer quebra de regra poderia desencadear uma histeria coletiva, mas, na maior parte das vezes, esse contágio era colocado na conta do demônio.


Uma das histerias mais conhecidas do período é narrada no livro “Epidemics of the Middle Ages”, J. F. C. Hecker. Segundo Hecker, o episódio ocorreu em um convento em uma pequena região no interior da França. Uma das freiras que habitava o local começou a emitir miados, como os dos gatos. Em menos de uma semana, todas as freiras do local miavam juntas algumas horas à noite. Era miado pra cá, miado pra lá e a prática passou a preocupar os padres e bispos supervisores do convento. A princípio, a Igreja tentou os tradicionais exorcismos. Ao verem que não adiantaram muito, chamaram o exército francês que resolveu o problema batendo nas freiras. Após apanharem, elas pararam de miar e o contágio passou.

Referências:

WULF, C.; GEBAUER, G. “Mimese na cultura: agir social, rituais e jogos, produções estéticas”.
São Paulo: Annablume, 2004.
https://www.theguardian.com/science/2008/sep/18/psychology
https://www.mindshadow.fr/epidemie-dansante-strasbourg/

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