Black Fraude: conheça as origens fraudulentas do Black Friday

O mês de novembro é marcado pelo anúncio de diversas promoções imperdíveis da Black Friday. Divulgada exaustivamente, aguardada com ansiedade por alguns consumidores afoitos, a última sexta-feira do mês de novembro ficou marcada nos últimos anos como o dia oficial de promoções, momento em que as lojas baixam os preços e o consumo dos mais diversos produtos aumenta. Na prática, nem sempre esses descontos são reais, porém, como “a propaganda é a alma do negócio”, a sensação de economia e o desejo de consumo de muitas pessoas acabam sendo despertados a partir do bombardeio de anúncios que são feitos desse dia.

Mas como surgiu a Black Friday? Há controvérsias a respeito da origem dessa expressão. Nos Estados Unidos, ela sempre acontece depois do Dia de Ação de Graças. No Brasil, teve sua primeira edição em 2010 e, desde então, tem crescido cada vez mais.
O termo foi usado pela primeira vez em 1869, momento em que dois acionistas de Wall Street compraram uma grande quantidade de ouro dos Estados Unidos, no intuito de vender por preços maiores. Entretanto, em uma sexta-feira de setembro, o mercado de ouro quebrou e empresas de Wall Street faliram. O termo “black” passou a ser usado para se referir a essa crise.         

Outra versão diz que nos anos 1960, a polícia da Filadélfia passa a usar o termo Black Friday para se referir ao trânsito após o Feriado de Ação de Graças, momento em que a cidade ficava lotada e os policiais não tinham um minuto de descanso. Essa movimentação favorecia o comércio, que fazia promoções para atrair mais clientes, dando início, assim, à tradição de associar essa data à liquidação de produtos das lojas.

Após os anos 1980, essa ideia se popularizou pelo resto dos Estados Unidos. Nessa época, os lucros e prejuízos das lojas eram registrados à mão. Os prejuízos eram registrados com tinta vermelha e os lucros eram marcados em preto. A sexta-feira depois do Dia de Ação de Graças era considerada a melhor ocasião para os lojistas “entrarem no preto”.

Mas foi a partir dos anos 2000 que esse evento realmente cresceu, especialmente com a popularização das vendas online, que impulsionaram ainda mais as liquidações de fim de ano.

Atualmente, há um debate em torno da expressão, o grupo Boticário chegou a anunciar que não mais a utilizaria por ter uma conotação racista. Essa discussão já apareceu mais de uma vez, alguns lojistas tentaram substituir “Black Friday” por “Big Friday”, porém a expressão não pegou. O fato é que esse dia é aguardado ansiosamente por consumidores que ficam extasiados a cada vez que se deparam com uma promoção e por lojistas que pretendem aumentar as suas vendas e esvaziar os seus estoques.

Mesmo com as controvérsias sobre a sua origem, com a discussão de que seria uma expressão racista, com a afirmação de que se trata de uma “black fraude” e que os descontos não seriam reais, é sempre uma data muita esperada tanto por consumidores quanto por lojistas.

Referências:
https://www.istoedinheiro.com.br/suspeita-de-origem-racista-faz-comercio-discutir-uso-do-termo-black-friday/
https://super.abril.com.br/historia/como-surgiu-a-black-friday/
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/10/07/suspeita-de-origem-racista-faz-mercado-discutir-expressao-black-friday.htm
https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/black-friday-nao-tem-nada-a-ver-com-escravos-entenda-as-possiveis-origens-do-termo/

https://veja.abril.com.br/economia/entenda-a-origem-da-black-friday-e-quanto-a-data-deve-movimentar/

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