A história de Zilda Arns, a mulher que salvou milhões de crianças da desnutrição e mostrou ao país que toda educação começa pelo prato cheio de comida.

Zilda nasceu em 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, Santa Catarina. Filha de um casal de origem alemã, Zilda era a 13ª dos 16 filhos do casal, entre eles. Desde criança Zilda frequentou a igreja católica com seus familiares, sempre auxiliando nos trabalhos filantrópicos que a paróquia que frequentava costumava fazer no município e na região em que residia, foi lá, junto à igreja que ela teve seus primeiros contatos com a desnutrição infantil, mal, que segundo seu entendimento, era o principal problema do Brasil.

Após a adolescência, Zilda conseguiu ingressar no curso de medicina na UFPR(Universidade Federal do Paraná). Como única aluna da sala, foi reprovada por um professor na disciplina de pediatria, apenas porque o docente achava que mulheres não podiam exercer o oficio da medicina.

Formada em medicina pela instituição, em 1959, aprofundou-se em saúde pública, pediatria e sanitarismo, visando salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário.

Zilda, percebeu que a educação era e melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças. Problemas que assolavam o país na época. Só que para educar uma criança, essa, precisaria ter pelo menos quatro refeições ao dia. Uma de suas frases mais famosas é:

“Quem tem fome não aprende”

Para otimizar a sua ação, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagre bíblico da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João (Jo 6:1-15). Zilda reunia famílias e , tratando-as com respeito, pedia para que multiplicassem o conhecimento que estavam aprendendo nas reuniões em que fazia em comunidades pobres.

Muito ligada à igreja católica, em decorrência de sua criação religiosa, talento, perseverança e também por intermédio do seu irmão Dom Evartisto Arns, Zilda passou a expandir seus trabalhos por vários espaços no sul do país. Quando, em 1983, foi convidada pela CNBB para encabeçar um projeto para combater a desnutrição infantil no país. Foi então que a pediatra criou a Pastoral da Criança, uma instituição revolucionária, que faria história e salvaria milhões de crianças da morte e da terrível denutrição infantil.

Para multiplicar o saber e a solidariedade, foram criados três instrumentos, utilizados a cada mês:

Visita domiciliar às famílias

Dia do Peso, também chamado de Dia da Celebração da Vida

Reunião Mensal para Avaliação e Reflexão

Além dessas atividades a pastoral fazia campanha de arrecadação de alimentos, produção e distribuição de suplementos alimentares, e campanhas amplas de conscientização sobre a importância da boa alimentação para crianças.

Zilda era gigante, em seus dias de luta, mal descansava. Às vezes virava noites acordada para complementar o trabalho. Sempre abraçada com crianças de toda cor, credo e classe social, ela fazia questão de acompanhar o máximo possível toda a movimentação dos membros da pastoral. Seu trabalho, junto ao Sociólogo Herbert de Souza, foi a ação mais significativa contra a fome realizada nos anos 90.

No inicio dos anos 2000, Zilda recebeu da CNBB outra missão semelhante: fundar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de cem mil idosos são acompanhados mensalmente por doze mil voluntários de 579 municípios de 141 dioceses de 25 estados brasileiros.

A pediatra, em 2004, dividia seu tempo entre os compromissos como coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e a participação como representante titular da CNBB no Conselho Nacional de Saúde, e como membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Em 2010, após receber inúmeros prêmios internacionais e títulos de cidadã honorária em ao menos 10 estados da federação, Zilda viajou até o Haíti, na cidade de Porto Príncipe, onde planejava implantar uma pastoral da criança, pois em uma de suas viagens viu que crianças haitianas estavam se alimentando de bolachas feitas com barro.

Foi quando uma catástrofe ceifou sua vida, um terremoto de grandes proporções que atingiu o país desabou o teto da igreja onde Doutora Zilda se encontra fazer uma palestra para 150 pessoas. Ela morreu na hora.

A vida de Zilda Arns é uma daquelas histórias que nos suscita a afirmação de que no mundo, por mais louco que esteja, existe muito gente boa e disposta a ajudar.

Estima-se que o legado de Zilda tenha salvado mais de 3 milhões de crianças da morte e da desnutrição infantil. Ela se foi mas deixou um legado de lutas e amor ao próximo, principalmente aos pequenos, que são o futuro da nação.

Colocamos uma fotografia mais formal da Doutora Zilda. Mas, geralmente, ela acompanhava os trabalhos da pastoral in loco, sempre vestida como as crianças humildes que atendia diariamente.

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Referências:

https://www.duniverso.com.br/a-arte-de-zilda-arns/

https://www.pastoraldacrianca.org.br/biografia-dra-zilda

https://pt.wikipedia.org/wiki/Zilda_Arns

https://f5.folha.uol.com.br/…/madre-teresa-brasileira…

https://istoe.com.br/santa-que-brigou-com-deus-e-o-mundo/

http://www.meusonhonaotemfim.org.br/sonhadores_view.asp?editid1=140&fbclid=IwAR1hSiQ7vQ2g-hN0fN6BKpBoAW1Yrj_LBphHEJesJefTPwmlkggHHbGSUj8

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