Trabalho e morte: A Chacina de Unaí

A Chacina de Unaí: crime que chocou Minas Gerais e mostrou, de forma cruel, toda a dificuldade de se combater o trabalho escravo no Brasil e punir os crimes cometidos por grandes proprietários de terras

A Chacina de Unaí foi um crime que ocorreu na cidade brasileira de Unaí, Minas Gerais, em 28 de janeiro de 2004, quando quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego foram assassinados na região, durante uma fiscalização em fazendas.

Os auditores do trabalho, Nelson José da Silva, João Batista Lage e Eratóstenes de Almeida Gonçalves, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira faziam uma operação de fiscalização na cidade mineira. Os funcionários trabalhavam em um mutirão para verificar denúncias de trabalho escravo em algumas fazendas da região, quando, segundo a conclusões do Ministério Público Federal (MPF), foram assassinados por pistoleiros.

Primeiro dos nove acusados da Chacina de Unaí deve ser julgado em agosto -  Notícias - Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil | DS Curitiba |  Sindifisco Nacional

As investigações chegaram em nomes de importantes proprietários de terra da região noroeste de Minas, que mantinham em suas fazendas trabalhadores em regime análogo à escravidão. O crime havia chegado em homens poderosos.

Quando o Ministério Público enviou a denúncia para a Justiça, uma interminável lentidão tomou conta do processo, tanto que o julgamento foi estranhamente postergado por 10 anos. Em 2014, três pistoleiros foram condenados pelo tribunal do júri, mas os supostos mandantes, homens poderosos da região, respondem em liberdade e ainda não passaram pelo crivo final da justiça.

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