O eletricista da morte: a história e transtornos de Edwin Davis, o carrasco que tirou a vida de 240 pessoas, controlando as primeiras cadeiras elétricas nos Estados Unidos do final do século XIX

Andando pelos estados do país, Edwin foi o responsável pelas eletrocuções de bandidos cruéis a crianças inocentes. Ao longo da vida, ganhou muito dinheiro, mas desenvolveu transtornos que quase o levaram ao suicídio. Ao fim dos seus dias, Davis se perguntava: Será que eu vou para o céu, após puxar a alavanca para matar tanta gente?

A Cadeira Elétrica foi inventada por um funcionário de Thomas Edison, no final do século XIX. A ideia era provar que a corrente alternada era mais mortal que a contínua. Edison e a GE encabeçavam o lobby pela corrente contínua e produziam eventos para mostrar os perigos da corrente alternada, principal produto de seu concorrente, no período.

Foi nesse contexto, que a cadeira elétrica foi inventada e vendida para pelo menos 12 estados americanos. Após a compra do objeto pelos estados, um homem passou a ser responsável pela instalação, treinamento de agentes, controle de voltagem e execução dos condenados. Ele era Edwin Davis, um eletricista do Estado de Nova York. Durante 30 anos, Davis percorreu cerca de 120 cidades para instalar, coordenar e, muitas vezes, ele mesmo puxar a alavanca para tirar a vida de condenados.

Davis tinha um salário fixo e ganhava comissão toda vez que precisava eletrocutar uma pessoa. Especialista em matar com eletricidade, Edwin ganhou o apelido de “Carrasco de Cobre”, pois era através de suas mãos e habilidades que se tornava possível a condução de energia para o corpo do condenado.

Durante os anos em que ficou responsável pelas cadeiras elétricas, Edwin Davis eletrocutou 240 pessoas, orientou e supervisionou mais de 500 execuções.

Ao fim da vida, em suas memórias ditadas a um jornalista do The New York Times, Davis dizia que não conseguia dormir, ele via pessoas que executou. Foi ele o responsável pela eletrocução da primeira mulher, Martha M. Place, condenada por matar a enteada, mas que Davis acreditava ser inocente. Ele mesmo chegou a pedir a um deputado local que interviesse e pedisse o perdão presidencial à mulher. Não conseguiu e precisou mandar Place para o cemitério.

Davis também eletrocutou crianças, muitas delas negras e inocentes. Apesar de ser um carrasco, não era um racista como os homens do Sul, e compreendia que, em alguns momentos, puxou a alavanca para matar homens por conta de suas cores.
Davis também tentou suicídio por duas vezes, viveu no final dos seus dias à base de remédios para uma demência, desenvolvida por anos e anos de execuções, apagando centenas de pessoas, com a mesma energia, inventada, para levar luz.

Referências:

Executioner’s current : Thomas Edison, George Westinghouse, and the invention of the electric chair
Richard. Moran

https://www.boston25news.com/news/timeline-the-amy-lord-murder-investigation/140705164/

http://www.correctionhistory.org/auburn&osborne/bighouse2.htm

https://www.swordandscale.com/new-yorks-state-electricians/

https://pt.abcdef.wiki/wiki/Edwin_Davis_(executioner)

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