Os crimes do Maníaco do Parque, assassino em série de mulheres que assustou o Brasil, no final dos anos 90

Através de mentiras e manipulações, prometendo a realização do sonho de ser modelo, Francisco de Assis Pereira convencia jovens garotas a segui-lo por um caminho sem volta.

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Conhecido como “Maníaco do Parque”, Francisco de Assis Pereira matou pelo menos 7 mulheres e deixou seus corpos abandonados no Parque do Estado, localizado na zona Sul de São Paulo.
Entre janeiro e agosto de 1998, corpos de mulheres com idades entre 17 e 27 anos começaram a ser encontrados em um parque da cidade, elas estavam ajoelhadas, vestindo apenas uma calcinha, com sinais de violência sexual e marcas de mordidas. As investigações indicavam que os crimes eram obra de um serial killer e, assim, teve início a caçada ao Maníaco do Parque, ao mesmo tempo em que a euforia tomava conta da mídia e o pânico se espalhava entre as mulheres que andavam pela região.
Conhecido como Chico Estrela, Francisco era motoboy e abordava as jovens no Parque Ibirapuera, onde costumava patinar. Com a oferta de que faria ensaios fotográficos, ele as convencia a subirem em sua moto e irem até o Parque do Estado, local no qual as fotos seriam feitas.

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Em seu depoimento, Francisco disse que era fácil convencer as vítimas a acompanhá-lo, ele se apresentava como um caça-talentos e dizia aquilo que imaginava que elas gostariam de ouvir.
Chegando lá, humilhava as jovens, as espancava e estuprava, em seguida, as estrangulava com um cadarço.

Oficialmente, ele fez 16 vítimas, nove foram estupradas e sete foram mortas, mas há relatos que dizem que ele tirou a vida de pelo menos 11 mulheres. Foi graças às sobreviventes que a polícia conseguiu fazer um retrato falado do assassino e, assim, localizá-lo no Rio Grande do Sul, para onde havia fugido quando foi identificado. Ele foi preso no dia 4 de agosto de 1998. Condenado a mais de 280 anos por homicídio, estupro, atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver, Francisco de Assis Pereira cumpre pena em Itaí, São Paulo, numa penitenciária para criminosos sexuais. Conforme a legislação brasileira, deve ser solto em 2028, pois a pena máxima de reclusão no país é de 30 anos. Juristas, advogados e psiquiatras que acompanharam o caso, entretanto, afirmam que ele não deveria ser liberado, pois tentará cometer novos crimes.

retrato-falado-x-foto-maniaco-do-parque - Farol News
Retrato falado

Em um de seus depoimentos, Francisco disse que sentiu um prazer enorme ao ver o terror de sua vítima e que isso era suficiente, que ele não tinha a intenção de ejacular, pois se o fizesse, estaria deixando algo para a mulher e tudo o que queria era dominá-la e tirar tudo dela.

Conforme alguns psiquiatras, ele é um psicopata, que sente prazer com a dor alheia, por isso, ao ser solto, deve buscar novamente esse prazer e cometer outros assassinatos.

Alguns dos juristas que acompanharam o caso, alegaram que assassino deveria cumprir pena em uma instituição psiquiátrica e lá permanecer por toda a vida. Entretanto, essa tese não foi levada adiante e o Maníaco do Parque foi considerado imputável e enviado para um presídio comum.

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Algumas vítimas de Francisco

Em sua história, Francisco foi molestado por uma tia durante a infância e teve seu órgão sexual mordido em uma relação sexual, passando a ter problemas de ereção. Além disso, ele cresceu próximo a um matadouro e passava seu tempo olhando os bois sendo mortos. De acordo com um psiquiatra que o acompanhou, isso gerou traumas terríveis que o levaram a deixar suas vítimas em posição semelhante à dos bois que eram abatidos.

Apesar das controvérsias sobre seu estado mental, ele foi julgado como alguém capaz de compreender a perversidade de seus atos. A popularidade que ganhou em função da repercussão de seus crimes, levou-o a receber muitas cartas de admiradoras na prisão e, em 2002, casou-se com uma delas, uma senhora de 60 anos. Não se sabe se ele continua casado, as últimas informações divulgadas a seu respeito é que se converteu ao protestantismo e aguarda o momento em que sua pena chegue ao fim.

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