A história da urna eletrônica no Brasil

Um decreto de 24 de fevereiro de 1932 instituiu o voto secreto, o voto feminino, o sistema de representação proporcional em dois turnos e criou a Justiça Eleitoral. Nesse momento, nascia o primeiro Código Eleitoral do Brasil e também o desejo de criar uma “máquina de votar”. Esse desejo só seria realizado em 1996, momento em que aconteceu no país a primeira eleição com urna eletrônica.

Durante o período em que a cédula de papel foi utilizada várias notícias de fraude vieram à tona. Desse modo, havia a ideia de que um sistema mecânico tornaria a eleição mais confiável e mais rápida, diminuindo a intervenção humana no resultado da eleição.

Funcionário faz manutenção da urna de madeira em 1958.

Até as eleições municipais de 1996, quando as urnas eletrônicas foram usadas pela primeira vez, diversas tentativas foram feitas para que os resultados dar urnas fossem confiáveis e qualquer questionamento sobre a transparência do processo fosse apagada.

Em 1952, o Tribunal Superior Eleitoral comprou aparelhos fabricados nos Estados Unidos para realizar testes. A iniciativa era mais uma tentativa de implantar as “máquinas de votar” e agilizar o processo de apuração dos votos e coibir as fraudes e os erros.

O custo elevado da tecnologia importada adiou o projeto de implantação das máquinas de votar, mas algumas medidas começaram a ser implantadas para dar mais credibilidade ao processo eleitoral.

Mulheres trabalham na apuração dos votos das eleições de 1978, em São Paulo. 

Em 1955, foi instituída uma cédula eleitoral única. Antes disso, as cédulas eram impressas e distribuídas pelos próprios candidatos, o que favorecia as fraudes e os erros na contagem de votos.

Em 1995, teve início o processo de implantação da urna eletrônica. Cerca de 20 projetos de entidades públicas e privadas entraram na concorrência para produzir o equipamento, mas o projeto desenvolvido por um grupo técnico formado por engenheiros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CpqD), do Exército, da Aeronáutica (Ciência e Tecnologia Aeroespacial – CTA) e da Marinha foi o escolhido para dar início à eleição eletrônica no país.

O equipamento criado pelo grupo foi utilizado nas eleições de 1996 e segue sendo usado até hoje com as atualizações necessárias. Em 2000, o Brasil passou a ter a sua eleição 100% informatizada, tornando-se o primeiro país do mundo a atingir esse feito.

Atualmente, vemos dois movimentos no país. De um lado, uma ação para a implantação da biometria na identificação de todos os eleitores brasileiros, de outro, uma proposta de retorno ao voto impresso há também um movimento que pede o retorno do voto impresso.

Referências:

https://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,urna-eletronica-maquina-de-votar-ja-era-prevista-na-lei-eleitoral-desde-os-anos-30,70003793943,0.htm

https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cultura/2020/08/a-historia-da-urna-eletronica/

https://www.tre-sp.jus.br/imprensa/noticias-tre-sp/2021/Maio/no-papel-desde-1932-no-real-desde-1996-a-historia-da-urna-eletronica

https://exame.com/brasil/urna-eletronica-historico-fraudes/

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