O que foi e qual a importância da ECO 92: de uma época em que o Brasil era respeitado na área ambiental

Durante a segunda metade do século XX, a preocupação com o meio ambiente se tornou pauta obrigatória nas agendas de países sérios. Em 1972, ocorreu, em Estocolmo, uma convenção para começar a discutir a preservação ambiental no mundo.
Vinte anos após, o Brasil se ofereceu para sediar a maior conferência sobre meio ambiente da história da humanidade: a “Eco 92”. Participaram dessa reunião representantes de 178 países do planeta. Com alocação na cidade do Rio de Janeiro, o evento contou com diversos representantes de Estado e com as principais ONGs mundiais de preservação da natureza.

Chefes de Estado


O Brasil, na época, como país com a maior quantidade de floresta amazônica em seu território, era bastante respeitado e já mostrava grandes avanços na proteção ambiental com instituições como FUNAI e IBAMA e o Congresso brasileiro e seus diplomatas fizeram um grande esforço para que a conferência fosse organizada em território nacional.
A principal ideia da mega conferência era a inserção da “sustentabilidade” como parte fundamental da agenda mundial para a garantia do espaço e bem estar para as gerações futuras. Foi na Eco que foram debatidas e decididas ações relacionadas à:

• A Carta da Terra;
• Três convenções:
• A Convenção sobre Diversidade Biológica, tratando da proteção da biodiversidade;
• A Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, tratando da redução da Desertificação;
• A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, tratando das Mudanças climáticas globais;
• A Declaração de Princípios sobre Florestas;
• A Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento;

Brasil tentou dar o exemplo na Eco-92

O principal acordo firmado na época foi a “Agenda 21”, um documento que pensa e constrói uma articulação entre sustentabilidade, preservação ambiental e crescimento econômico e garantiu a participação de ONGs na fiscalização do cumprimento dessas agendas.
A Eco Rio 92 foi muito importante para a história da humanidade, pois foi nesse local, a partir de reuniões e grandes debates com líderes mundiais, que compromissos foram firmados.
A Educação ambiental passou a fazer parte das escolas de todo o mundo e o planeta Terra entrou de cabeça na agenda da preservação ambiental e controle do climático.
O Brasil, como um dos países mais importantes do mundo e detentor da maior quantidade do bioma amazônico, que é o mais importante da terra, teve um peso fundamental para o planejamento, realização e fiscalização dessas ações pelo mundo, virando uma espécie de país referência em políticas de preservação ambiental, dadas as devidas limitações impostas pelo tamanho de território, condições econômicas e políticas.

Eco-92 nos levou ao cerne da atual política ambiental″ | Novidades da  ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 14.06.2017
Collor Assina tratado

Principais temas trabalhados na época:

• Mudança do Clima: a Eco-92 embasou eventos como a conferência em Quioto no Japão, em 1997, que deu origem ao Protocolo de Quioto, no qual a maioria das nações concordou em reduzir as emissões de gases estufa que intensificam o chamado “efeito estufa”.
• Ar e água: um congresso da ONU em Estocolmo em 1972, adotou um tratado para controlar 12 substâncias químicas organocloradas. Destinada a melhorar a qualidade do ar e da água, a convenção sobre Poluentes Orgânicos Persistentes pede a restrição ou eliminação de oito substâncias químicas como clordano, DDT e os PCBs.
• Transporte alternativo: os automóveis híbridos, movidos a gasolina e a energia elétrica, já reduzem as emissões de dióxido de carbono no Japão, na Europa e nos Estados Unidos.
• Ecoturismo: com um crescimento anual estimado em 30%, o ecoturismo incentivou governos a protegerem áreas naturais e culturas tradicionais.
• Redução do desperdício: empresas adotam programas de Reutilização e Redução, como acontecia com as garrafas PET no Brasil, antes de as empresas serem taxadas com impostos sobre a compra que faziam dos catadores de lixo.
• Redução da chuva ácida: na década de 1980, os países desenvolvidos começaram a limitar as emissões de dióxido de enxofre, lançado por usinas movidas a carvão. A Alemanha adotou um sistema obrigatório de geração doméstica de energia através de célula fotoelétrica.

Amazônia perdeu 44 milhões de hectares de área nativa nos últimos 34 anos -  Revista Globo Rural | Sustentabilidade
Imagem do desmatamento da Amazônia Vinculada na época

Referências:
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40141992000200005

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-foi-a-eco-92/amp/

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/ECO-92

https://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&id=2303:catid=28&Itemid

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