Princesa Diana: do conto de fadas ao peso da realidade

Diana Frances Spencer, conhecida como Lady Di, nasceu no País de Gales, no dia 1 de julho de 1961. Filha de uma família da aristocracia inglesa, ela se tornou uma das mulheres mais influentes de sua época, não só por ter se casado com o príncipe Charles, como pelas causas humanitárias que defendia e por ter ditado diversas tendências do mundo da moda.

Seu casamento, em 1981, se tornou um evento transmitido para diversos países e fez com que ela ganhasse os holofotes do mundo todo. Ao casar-se com o herdeiro do trono britânico, a Princesa Diana entrou para sempre na lista de celebridades inglesas e todos os seus passos passaram a ser acompanhados.

Conhecida oficialmente como “Sua Alteza Real de Gales”, Diana teve dois filhos com o Príncipe Charles, William e Harry, e passou a ser vista também como o símbolo de uma mãe dedicada e que soube muito bem educar os herdeiros reais.

Diana parecia viver um conto de fadas, mas a realidade era outra. Perseguida por paparazzis, vivendo um casamento infeliz, enfrentando a infidelidade do marido e o constante jugo da família real britânica, ela viu sua saúde mental ser muito abalada e enfrentou uma longa luta contra a depressão e a bulimia.

Em novembro de 1995, ela concedeu uma entrevista à BBC, na qual falou abertamente do caso de seu marido com Camila Parker-Bowles, afirmando que seu casamento “estava um pouco lotado”. Ela admitiu também ter cometido adultério e falou de toda a pressão que sofria e do quanto o conservadorismo da família real e o fato de estar constantemente sob holofotes a abalava psicologicamente.

Em agosto de ano seguinte, Charles e Diana se separaram oficialmente, embora já não vivessem mais juntos desde 1992. Segundo a imprensa, a separação teve o apoio da rainha Elizabeth II, pois a família real via os efeitos de um divórcio como algo menos danoso que as relações adúlteras reveladas pela Princesa durante a entrevista.

Assim, o casamento de conto de fadas chega ao fim e, com ele, Diana perde o título de Princesa, perde o patrocínio de muitas das causas sociais que ela apoiava, perde parte dos empregados que a acompanhavam, porém não perde a vigilância constante da imprensa. Sua vida continua sob os holofotes 24 horas por dia e foi exatamente essa obsessão que os paparazzis tinham por ela que provocaram a sua morte.

Na noite de 31 de agosto de 1997, Diana havia saído de um restaurante em Paris, no qual havia jantado com o seu namorado, o milionário egípcio Dodi Al Fayed. Perseguido por paparazzis, o carro onde ela estava saiu em alta velocidade e se chocou contra o pilar do Túnel Alma em Paris. Ela chegou a ser socorrida com vida, mas morreu horas depois, em decorrência de uma hemorragia interna, severos ferimentos no tórax e na cabeça, e lesões pulmonares. O motorista do veículo, Henri Paul, e o namorado de Diana morreram no local. O único sobrevivente foi seu guarda-costas, Trevor Rees Jones.

A morte de Diana comoveu o mundo. Lembrada como a “Princesa do Povo”, ela era muito querida e admirada. Muitos britânicos chegaram a cobrar a demora da família real em se pronunciar sobre o fato, o que foi redimido com o potente discurso proferido pela Rainha Elizabeth II na véspera do funeral de Lady Di.

O corpo de Diana foi sepultado em uma propriedade de sua família, em um local conhecido como Os Jardins dos Prazeres, mas até hoje ela é lembrada por ter usado o seu glamour para angariar fundos para causas sociais, por sua classe e pela fascinação que provocava por onde passava.

Querida e admirada por grande parte dos britânicos, a sua morte alimenta diversas teorias da conspiração e o seu nome é lembrado a cada evento que envolve a realeza britânica. Como disse a rainha no discurso que fez na ocasião de sua morte, “Ninguém que conhecia Diana irá esquecê-la. Milhões de outras pessoas que não a conheceram, mas que sentiam como se a conhecessem, se lembrarão dela”. Essa lembrança permanece até os dias de hoje, fazendo com que seu nome seja frequentemente lembrado e a sua história siga despertando um enorme interesse.  

Referências:

https://vogue.globo.com/celebridade/noticia/2020/11/por-que-nos-importamos-tanto-com-princesa-diana.html

https://claudia.abril.com.br/famosos/6-vezes-que-a-princesa-diana-quebrou-os-protocolos-reais/

https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cultura/2020/12/a-princesa-diana/

https://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,diana-relembre-a-bombastica-entrevista-da-princesa-em-1995,70003643168,0.htm

https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2017/08/vida-da-princesa-diana-em-fotografias-imortalizadas

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