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O incêndio do edifício Joelma: uma tragédia que marcou São Paulo


Localizado na região central de São Paulo, o edifício Joelma (atual edifício Praça da Bandeira), tinha seus 25 andares ocupados pelo banco Crefisul. Até que, no dia 1° de fevereiro de 1974, um trágico incêndio marcou para sempre a história daquele prédio, deixando 187 mortos e mais de 300 feridos.

Provocado por um curto-circuito no sistema de ar-condicionado, o incêndio durou cerca de quatro horas e a temperatura dentro do prédio chegou a níveis extremamente elevados.

Diante das chamas intensas e da dificuldade de resgate, desesperadas, mais de 20 pessoas se atiraram do prédio em chamas.

Sem escadas de incêndio e com muitas salas e escritórios cheios de materiais de fácil combustão, rapidamente o Joelma se viu tomado pelas chamas e tornou-se o palco de cenas terríveis que até hoje marcam a história dos sobreviventes e fazem ecoar na memória os gritos de desespero e o cheiro da fumaça que se espalhou pela cidade.

No início do incêndio, muitos conseguiram fugir pelos elevadores, no entanto, eles pararam de funcionar e a escada foi rapidamente tomada por muita fumaça, impedindo a fuga dos ocupantes do prédio. Muitos, então, subiram para o telhado, acreditando que pudesse haver ali um heliponto, porém, havia apenas um telhado feito de amianto e muitas pessoas se esconderam entre as telhas, aguardando o resgate.

O trabalho dos bombeiros foi muito difícil e durou cerca de 10 horas, os hidrantes não funcionavam e a pressão da água era insuficiente para atingir todos os andares. Além disso, eles não contavam com material adequado para resgate, o que levou muitos deles a arriscarem a própria vida para salvarem pessoas que gritavam desesperadas dentro do prédio em chamas.

Depois do incêndio do Joelma, houve uma mudança completa nos padrões de segurança predial e prevenção de incêndio.

Além de ser marcado pelo terror provocado pelas chamas, o edifício ganhou fama de mal-assombrado.

Muitas pessoas alegam ter ouvido gritos e sussurros dentro do prédio. Outras afirmam que as almas das 13 pessoas que morreram dentro do elevador e cujos corpos não puderam ser identificados em função das condições em que foram encontrados, ainda perambulam naquele local.

Além disso, muitas histórias dizem que no terreno onde foi construído o Joelma, teria funcionado um Pelourinho no século XIX e que, em 1948, naquele mesmo local, teria ocorrido outra tragédia, conhecida como “Crime do Poço”, em que um professor matou sua mãe e duas irmãs e escondeu seus corpos dentro de um poço que havia no quintal, cometendo suicídio duas semanas depois, quando teve início a investigação policial.

Desse modo, o edifício Joelma marca até hoje a história de São Paulo, não apenas pelos casos sobrenaturais que a ele são associados, mas principalmente pelo horror do incêndio que dizimou 187 vidas e marcou para sempre a história daqueles que estavam no prédio naquele triste dia 1º de fevereiro de 1974.

Referências:

https://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,joelma-e-andraus-fogo-e-tragedia-em-sp,70002290695,0.htm

https://history.uol.com.br/hoje-na-historia/incendio-no-edificio-joelma-provoca-morte-de-187-pessoas

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0402200609.htm

https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/5485/1/alessandra_alves.pdf

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