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Abusada, desprezada, usada por homens de gravata: a trágica vida da maior sex symbol da história

Conhecida como uma das mulheres mais sexys de sua época, Marilyn Monroe causou fascínio em homens e mulheres dos anos 50. Vista como uma mulher sensual, bem resolvida e à frente de seu tempo, ela provocava desejo e admiração. Entretanto, até se tornar um símbolo sexual e ditar os padrões de beleza da época, Marilyn teve uma vida marcada por uma série de dificuldades.

Ela nasceu em 1 de junho de 1926, em Los Angeles. Registrada como Norma Jeane Mortenson, nunca conheceu seu pai biológico e viu a sua mãe ser internada em um hospício por causa dos graves problemas psicológicos que sofria.

A condição mental de sua mãe fez com que Norma fosse criada por parentes e amigos da família e depois fosse levada para o Lar dos Órfãos, em Los Angeles. Dali, peregrinou por vários lares adotivos, até que, em 19 de julho de 1942, casou-se com Jimmy Dougherty, com quem namorava há seis meses.

Com apenas 16 anos, ela encontrou no casamento a forma de alcançar alguma estabilidade, mas Jimmy entrou para a Marinha e foi transferido para o Pacífico Sul, em 1944. Assim, Norma continuou vivendo com os sogros e começou a trabalhar como inspetora de paraquedas e pintora de fuselagem na Rádio Plane.

Em seu local de trabalho, a jovem foi descoberta pelo fotógrafo David Conover, que a fotografou vestindo um macacão sujo de graxa. Norma Jeane saiu da casa da sogra e começou a carreira de modelo, separando-se de seu marido em 1945. Desse modo, tem início a sua transformação em Marilyn Monroe, a mulher fatal que povoou a mente de muitos homens de sua época.

Da carreira de modelo para a transformação em atriz foi um passo bem curto. Ela fez um teste de câmera no estúdio da Fox e o diretor Darryl Zanuck pediu sua contratação imediata. Nesse momento, a jovem é aconselhada a pintar o seu cabelo de loiro, pois isso despertaria um interesse maior nos fotógrafos.

A mudança da cor dos cabelos marca a transformação de Monroe em mulher fatal, ela vai incorporando rapidamente o papel de sedutora e desinibida e sendo cada vez mais requisitada por revistas e campanhas publicitárias.

O diretor da Fox sugere que ela mude de nome, assim, Norma Jeane se transforma em Marilyn Monroe.

Em 1952, Monroe se casa com o jogador de beisebol Joe DiMaggio e alcança o sucesso definitivo com filmes como “Torrentes de Paixão” e “Os homens preferem as loiras”. Em 1955, ela grava uma de suas cenas mais emblemáticas. No filme “O pecado mora ao lado”, a atriz aparece com um vestido branco em cima de um respiradouro do metrô, fazendo com que o vestido levantasse e despertasse muitas fantasias nos homens que a assistiam. Logo depois, seu casamento com DiMaggio chega ao fim. Nesse mesmo ano, Marilyn funda a sua própria produtora.

Em 1956, ela casou-se com o dramaturgo Arthur Miller. Nesse relacionamento, engravidou duas vezes, mas perdeu o bebê nas duas ocasiões. O casamento durou pouco e Marilyn enfrentou seu terceiro divórcio, iniciando o período mais conturbado de sua vida e colocando a sua carreira em xeque.

Marilyn Monroe estrelou mais dois filmes “Quanto mais quente melhor”, de 1959 e “Os desajustados”, de 1961, deixou ainda uma obra inacabada, “Something’s got do give”, pois foi suspensa das gravações. Nesse momento, surge o boato de que ela tinha se tornado amante do presidente dos Estados Unidos John Kennedy e a sua presença na festa de aniversário dele causou muitos comentários.

No dia 5 de agosto de 1962, Monroe foi encontrada morta em seu quarto. Oficialmente, dizem que ela morreu por causa de uma overdose de soníferos, mas há quem diga que ela tenha sido assassinada a mando dos irmãos Kennedy.

Marilyn era amante do John Kennedy e de seu irmão Robert Kennedy, por isso, há teorias acerca de sua morte que dizem que ela teria sido morta a mando dos dois. Oficialmente, porém, a sua morte foi tratada como overdose, há, ainda, quem levante a hipótese de que tenha sido suicídio. A atriz sofria de depressão, já havia tentado o suicídio quatro vezes e vivia com uma governanta por recomendação de seu psiquiatra, que temia que seu estado mental colocasse a sua vida em risco.

Morta aos 36 anos, no auge da beleza, depois de ter conquistado a fama e ter se transformado em um símbolo sexual, até hoje ela é tratada como um mito. Uma mulher belíssima, que rompeu com padrões da época e exalava sensualidade por onde passava.

Em sua vida pessoal, porém, Marilyn acumulava traumas e desequilíbrios emocionais. A esquizofrenia da mãe, a passagem por diferentes lares adotivos, o fato de ter sofrido abuso sexual em alguns deles e a objetificação em torno da qual a sua carreira foi construída, trouxeram-lhe impactos emocionais que fizerem com a que a jovem estrela sofresse constantemente com a depressão e passasse por fases bastante destrutivas.

Imortalizada por sua beleza e sensualidade, Marilyn Monroe encarnou o papel de mulher fatal. Seus atributos físicos fizeram com que ela se tornasse objeto de desejo, ao mesmo tempo em que ia se tornando escrava dessa imagem que fora construída ao redor dela e que ela sustentava através dos papéis que interpretava.

Segundo Lois Banner, autora de uma de suas biografias, Marilyn Monroe foi vítima do machismo da época. Monroe era uma mulher inteligente, com consciência política e que tinha plena noção do lugar reservado à mulher naquela época. Ela ficou, porém, marcada como um símbolo sexual, como se não tivesse nenhum outro atributo.

O fato de ter posado nua, encarnado papéis que exploravam o estereótipo da “loira burra”, ter tido muitos parceiros sexuais, fizeram com que muitos homens a rotulassem como “puta”. Ao mesmo tempo em todos queriam dormir com ela, a sua liberdade sexual fazia com que fosse tratada como uma mulher fácil, um mero objeto de desejo, que não tinha espaço para ser nada além disso.

Referências:

https://super.abril.com.br/historia/marilyn-monroe-suicidio-ou-assassinato/

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/02/marilyn-monroe-foi-estrela-forjada-pela-violencia-de-hollywood-diz-romancista.shtml

https://acervo.estadao.com.br/noticias/personalidades,marilyn-monroe,1008,0.htm

http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/27171

https://marilynmonroe.com/

https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/handle/11338/5573/TCC%20Let%c3%adcia%20Pereira%20Lorenzi.pdf?sequence=1&isAllowed=y

https://www.bbc.com/portuguese/geral-36426422

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