Quem foi Goebbels o gênio e demoníaco chefe da propaganda de Hitler

Muitas pessoas se perguntam como o Nazismo conseguiu penetrar na mente e corações dos alemães. Goebbels foi um dos responsáveis. Considerado um dos pais da publicidade e propaganda moderna, o homem de baixa estatura, manco e complexado, desenvolveu técnicas de manipulação das massas usadas até hoje.

Joseph Goebbels nasceu em 1897 sob a égide do Império Alemão. Quando criança, foi vítima de uma doença que deformou seu pé direito e prejudicou a fase de crescimento, fazendo com que se tornasse manco de uma das pernas. Também teve sérios problemas respiratórios, o que o levou a ter uma saúde frágil e graves problemas de convivência social nas escolas por onde passou. Quando jovem, Goebbels desenvolveu compulsão em busca de mulheres, alguns historiadores, como Richard J. Evans e Ian Kershaw, defendem a tese de que Goebbels desenvolveu sérios traumas em consequência das limitações físicas e de saúde.

Expressão de Goebbels no exato momento em que é avisado que o fotógrafo da Life era Judeu.

Leitor compulsivo, logo entrou na universidade e passou a cursar graduação na área de Humanas. Seu sonho era ser escritor, durante anos tentou escrever, mas não obteve sucesso na venda de seus roteiros de teatro e livros. Durante a Primeira Guerra Mundial, na explosão do nacionalismo alemão, Goebbels é recusado pelo exército germânico e passa o período do conflito se lamentando e trabalhando em um jornal. Foi nesse emprego que o jovem conseguiu a oportunidade de conquistar títulos acadêmicos como o de Doutor em Filosofia. Aos poucos, a ideia de nacionalismo foi ganhando espaço em sua mente. E Goebbels virou um porta voz importante do antissemitismo em Munique, Alemanha, onde cobriu, como jornalista, uma tentativa fracassada de golpe. Essa tentativa foi orquestrada por Adolf Hitler, que, em pouco tempo, virou amigo pessoal de Goebbels.

Juntos, o futuro ditador e o futuro ministro da Alemanha nazista, passaram a estudar novas técnicas de comunicação em massa, que estavam surgindo no início do século XX, esse conjunto de técnicas era denominado “propaganda”.

E foi a propaganda que fez Goebbels entrar para a história. Logo no princípio da fundação do partido nazista, as práticas de comunicação em massa desenvolvidas e implantadas por Goebbels, a partir de estudos sobre comportamento em grupo, fizeram com que o partido nazista crescesse ainda mais.

Dentre as técnicas pensadas para promover o partido estavam: nova visão da arte, criação de um inimigo em comum, exacerbação do nacionalismo, transposição de métodos de controle militar para a população civil, discursos em tom raivoso e de fácil compreensão para as massas, uniformização da população, popularização dos símbolos nazistas e muita, muita desinformação.

É importante lembrar que muitas das técnicas usadas por Goebbels nesse período ajudaram a constituir a linguagem da propaganda usada posteriormente. Mas também impulsionou a catástrofe que foi o nazismo para a história da humanidade.

Quando seu amigo pessoal e chefe virou Chanceler na Alemanha, Goebbels logo foi nomeado Ministro da Educação e Propaganda Alemã. Com as rédeas do Estado em mãos, o marqueteiro oficial do Führer passou a trabalhar incessantemente para comparar a imagem de Hitler a Deus, a um Messias que salvaria o povo alemão dos judeus e do comunismo. Foi através de suas ideias que foi possível realizar a grande lavagem cerebral que tomou conta do povo alemão e levou mais de 4 milhões de judeus para a morte.

Ao se estabelecer como homem forte nos rumos da ideologia nazista, Goebbels dirigiu o setor de propagandas, alterando significativamente o conceito de arte no país. Fazendo com que tudo que viesse de fora fosse considerado inferior e satânico. Dessa forma, toda e qualquer expressão artística ou acadêmica de fora dos limites da raça ariana seria considerado impuro e degenerado. Foram essas ideias que possibilitaram grandes queimas de livros, extradição e expulsão de grandes cientistas, escritores, políticos e demais intelectuais que contribuíam para a problematização crítica da situação alemã e do funcionamento do mundo social.

Goebbels até hoje é conhecido como um dos maiores ideólogos e estrategistas do sistema de ideias mais cruel que já foi implantado na história da humanidade.

Em 1 de maio de 1945, quando os soviéticos já se encontravam na porta de Berlim, Goebbels aplica morfina em seus 6 filhos e depois os envenena com cianeto. Mata sua esposa e depois se suicida com o mesmo veneno ingerido por seus filhos.

O homem que, no auge do sucesso, se voluntariou a exterminar judeus e demais “raças inferiores”, não teve coragem de enfrentar os tribunais de Nuremberg. Julgamentos que ficaram conhecidos como peça de propaganda para mostrar a “justiça” das grandes nações contra o desrespeito aos direitos humanos. Dessa peça, Goebbels só participou pós mortem e como um dos principais vilões.

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Referências:

KERSHAW, Ian. “Alemanha de Hitler, 1944-1945”. São Paulo: Companhia das Letras, 2015
EVANS, Richard J. “O Terceiro Reich no poder”. São Paulo: Planeta, 2012
KERSHAW, Ian. “Hitler”. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
KERSHAW, Ian “Hitler: 1936-1945 – Nemesis”. W. W. Norton & Company, 2001.

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