O Síndico: a vida e obra de Tim Maia

Tim Maia com 10 anos

Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia, nasceu no Rio de Janeiro, em 1942, e se tornou um dos maiores artistas da história da música nacional.

Desde cedo, Tim já demonstrava ter dom para a música. Na pensão da qual sua mãe era proprietária, o menino já ensaiava suas primeiras batidas sobre as tampas das marmitas que entregava nas redondezas do estabelecimento.
Encrenqueiro raiz, por vezes, a mãe de Tim Maia tinha que pedir desculpas aos clientes, pois no meio de uma entrega e outra, Sebastião comia as misturas das marmitas, o que fez com que recebesse o apelido de Tião Marmita.

Já aos 10 anos, Tim passou a cantar no coral da igreja e, ao adentrar na adolescência, decidiu que ao fazer 18 anos iria conhecer os Estados Unidos.
Ao atingir a maioridade, Tim Maia viajou para o país estrangeiro, onde teve contato com a música negra americana, durante o auge da luta pelos direitos civis. Lá, ele conviveu com o blues, o jazz e o ritmo que traria para o Brasil mais tarde: o soul.

O Jovem Tim

De volta ao país, depois de ter sido preso, ter passado fome e aprendido muito de música, teve as portas fechadas pela indústria musical, que no período estava ligada umbilicalmente com a TV, a qual, por sua vez, reproduzia ritmos americanos enlatados, sobretudo o movimento Jovem Guarda.

Tim com Roberto no programa de Carlos imperial

Tim era esteticamente fora dos padrões exigidos pela televisão da época, precisou se contentar em compor músicas para os jovens “descolados” que faziam parte dos shows da jovem guarda no programa de Carlos Imperial.

Mesmo com todas as dificuldades, o talento de Tim Maia prenunciava que o alcance da fama era apenas questão de tempo. Foi quando, em 1970, o cantor gravou seu primeiro disco. O gingado e a qualidade das músicas eram incontestáveis, a partir daquele álbum, estava aberta a era Tim Maia.

Tim é conhecido por inserir e popularizar no Brasil a música negra de ritmo soul, com batidas, gingados e arranjos que destacavam saxofones, trompetes e demais instrumentos de sopro.

Seu disco mais reconhecido popularmente é o famoso “Tim Maia Racional”, álbum composto em um momento em que o cantor passava por uma fase de fanatismo religioso.

Capa do disco Tim Maia Racional

Tim fez inúmeros amigos na música brasileira.
Durante anos, passou por momentos conturbados com o vício em álcool e cocaína, o que fez com que, ao final da magistral carreira, o cantor começasse a desmarcar shows ou fazer eventos pela metade.

Tim Maia na fase racional

Em 1998, durante um show em Niterói, Tim passou mal e foi socorrido rapidamente. Ficou internado e, após 8 dias, faleceu devido a uma infecção generalizada.

Última foto de Tim Maia Vivo

Para muitos críticos, músicos e população leiga, Tim Maia é o maior cantor brasileiro de todos os tempos. Sua voz é conhecida e suas músicas ultrapassam a barreira do tempo, sendo tocadas até hoje em qualquer lugar que possua um aparelho de som capaz de reproduzir a voz do velho Tim.

“Na vida a gente tem que entender, que um nasce pra sofrer, enquanto o outro ri”

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