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Elizabeth Fritzl: vítima de 24 anos de clausura e abusos praticados pelo próprio pai

A história da austríaca Elizabeth Fritzl é daquelas histórias que de tão absurdas parecem impossíveis de acontecer. No dia 28 de agosto de 1984, seu pai, Josef Fritzl, relatou à polícia o desaparecimento da jovem, na época, com 18 anos.  

A polícia investigou o caso, mas não encontrou pistas. Algum tempo depois, uma carta veio à tona na qual a garota afirmava que tinha fugido de casa porque não aguentava mais conviver com a família.

O que ninguém sabia, no entanto, é que ela estava mais perto do que se imaginava. Fritzl havia prendido a filha no porão da casa onde moravam e a estuprava com frequência. Sob o pretexto de que ia consertar a adega que havia no subsolo da casa, Josef Fritzl levou a jovem até o local e a manteve presa por 24 anos.

O primeiro abuso de Fritzl contra a filha aconteceu quando ela tinha 11 anos. Aos 16, a garota fugiu de casa, mas foi encontrada pela polícia e devolvida aos pais. Assim, quando veio a notícia de que ela havia ido embora com uma seita, a história pareceu plausível e a sua mãe, Rosemarie, acreditou na versão dada pelo marido.

Durante 24 anos, Elizabeth sofreu mais de 3 mil abusos sexuais. Dessas violações, vieram gravidezes que acabaram por gerar outros encarcerados.

Na primeira gravidez, Elizabeth perdeu o bebê após uma gestação sem qualquer tipo de assistência. Quatro anos depois de ser aprisionada pelo pai, nasceu a sua primeira filha. Uma menina a quem deu o nome de Kerstin. Dois anos depois, nasceu Stefan. Os dois cresceram aprisionados juntos com a mãe e testemunharam os abusos que Josef cometia contra Elizabeth.

Ao longo dos anos em que esteve sob o domínio do pai, ela teve mais cinco bebês. Um deles morreu logo após o nascimento, a outra foi criada no porão junto com os irmãos. Os outros três foram levados por Josef para a parte de cima. Ele colocava as crianças do lado de fora da casa, junto com cartas de Elizabeth que diziam que a seita da qual fazia parte não aceitava crianças. Assim, as pessoas não desconfiavam e Rosemarie acreditava que os bebês tinham sido enviados pela filha.

O martírio de Elizabeth e dos filhos que ficaram enclausurados juntos com ela só chegou ao fim quando Kerstin ficou muito doente. Na época, ela tinha 19 anos e jamais tinha saído daquele lugar.

Elizabeth conseguiu convencer Josef Fritzl a levar a filha a um hospital e foi ali que descobriram o horror que vinha acontecendo naquela casa.

No dia 26 de abril de 2008, Fritzl libertou a filha e confessou parte de seus crimes.

Depois de 24 anos, Elizabeth, finalmente, saiu da clausura e foi até o hospital ver Kerstin. Ela contou todo o horror que viveu naquele porão, seu pai foi preso e seus filhos puderam pela primeira vez na vida verem a luz do sol.

Josef Fritzl foi condenado à prisão perpétua e passou a ser conhecido como “Monstro de Amstetten”. Em 1967, ele já havia sido condenado por ter estuprado uma mulher, no entanto, ninguém desconfiou que ele pudesse estar cometendo todas essas atrocidades contra a própria filha.

Depois desse longo tempo de abusos físicos e psicológicos, Elizabeth conseguiu retomar a sua vida ao lado dos seus seis filhos. Ela vive sob proteção das autoridades, em um vilarejo da Áustria. Casou-se com um dos responsáveis por fazer a sua segurança e está tendo a chance de ver os seus filhos construírem as suas vidas, ingressarem no mercado de trabalho e deixarem para trás aqueles tristes dias de clausura e abusos.

Referências:

https://blogs.oglobo.globo.com/blog-do-acervo/post/dez-anos-apos-condenacao-do-monstro-de-amstetten-saiba-como-estao-o-algoz-e-suas-vitimas.html

https://internacional.estadao.com.br/noticias/europa,filha-de-elisabeth-fritzl-encontra-mae-e-irmaos-apos-coma,187532

https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/filha-do-monstro-relata-os-horrores-de-24-anos-de-cativeiro-bhcntjib7yxomjfnm6mykggge/

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