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Chapéu pontudo e caldeirão: Como as mulheres passaram de precursoras e produtoras de cerveja a bruxas

Conforme registros históricos, a cerveja surgiu na Mesopotâmia entre os anos 8 mil a 4 mil a.C. Desde a sua origem, a produção de cerveja era uma tarefa feminina. Enquanto os homens eram responsáveis pela caça, cabia às mulheres a tarefa de coletar os grãos e preparar os alimentos.

Acredita-se que a primeira cerveja surgiu por engano, após a fermentação de grãos de cereais durante a noite. Assim, nasceu a bebida que passou a ser consumida ao longo de toda a história.

Entre os vikings e egípcios, a cerveja era usada em cerimônias religiosas e servia como forma de pagamento dos trabalhadores. Os sumérios consideravam a bebida um presente da deusa Ninkasi, cujo nome significa “senhora que enche a boca”. Consumida por adultos e crianças, a cerveja substituía a água, já que nem sempre era possível encontrar água potável.

Na Idade Média, o lúpulo foi introduzido na fabricação da bebida. Essa planta lhe dava o aroma e o sabor amargo. Além disso, garantia a sua conservação, pois impedia a proliferação de bactérias.

Até o século XVI, a cerveja era uma bebida muito comum na Europa e a sua produção seguia sendo responsabilidade das mulheres. Mulheres viúvas e solteiras usavam os seus conhecimentos na arte da fermentação para ganhar algum dinheiro produzindo cerveja para os mercados. As mulheres casadas administravam cervejarias junto com os seus maridos.

Para serem reconhecidas pelos clientes, as mulheres cervejeiras usavam um grande chapéu pontudo e fabricavam a bebida em enormes caldeirões. Essa imagem rapidamente passou a ser associada à de uma bruxa, o que era mais reforçado ainda com o fato de que elas deixavam sempre uma vassoura na porta do estabelecimento e tinham vários gatos para afastarem os ratos que circulavam por ali.

Durante a Inquisição, essa associação entre bruxas e mulheres cervejeiras acabou se tornando uma boa oportunidade para os comerciantes se livrarem da concorrência. Assim, os cervejeiros passaram a acusar as mulheres de bruxaria, dizendo que elas usavam seus caldeirões para fazerem feitiços.

Isso fez com que as mulheres cervejeiras tivessem que lidar com o desprezo das pessoas e com o medo de serem presas ou mortas pelas Inquisição. Desse modo, a participação feminina na produção de cerveja foi caindo e a fabricação da bebida passou a ser majoritariamente masculina.

Referências:

https://super.abril.com.br/historia/como-as-mulheres-passaram-de-fabricantes-de-cerveja-a-acusadas-de-bruxaria/?fbclid=IwAR0tSsoLVsZf6GUYlkFW1he9c9539hXwgL9Cs6xzV6VbR41JoG80a5JAaNg

https://www1.folha.uol.com.br/webstories/comida/2020/11/a-historia-da-cerveja/

https://amuxel.paginas.ufsc.br/files/2018/08/Breve-Hist%C3%B3ria.pdf

https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Historia/noticia/2019/09/o-que-historia-da-cerveja-revela-sobre-evolucao-do-conhecimento-humano.html

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