O escândalo da entrevista com o PCC

Em 2003, durante a cobertura jornalística sobre o Primeiro Comando da Capital, o programa Domingo Legal, apresentado por Gugu Liberato, mostrou uma entrevista com supostos membros do Partido do crime. Os dois sujeitos, trajados com casacos e cobrindo os rostos, carregavam armas e se identificavam como Alfa e Beta.

Na conversa, intermediada por Wagner Maffezoli, os elementos pregavam a violência e atentados como formas de assustar São Paulo. Em um certo ponto da entrevista, ameaçaram de morte os apresentadores de TV José Luiz Datena e Marcelo Rezende e também o então vice-prefeito Hélio Bicudo.
A atração foi sucesso de público e atingiu pontuação altíssima na audiência contabilizada pelo Ibope.

Porém, na segunda-feira, os apresentadores ameaçados passaram a cobrar publicamente a Polícia e o SBT para que fizessem a divulgação do nome dos entrevistados. A pressão sobre a produção do programa aumentou. O linguajar utilizado na entrevista era pouco condizente com a comunicação nos presídios e até o PCC emitiu um comunicado dizendo que não havia liberado membro nenhum para dar entrevistas.

Percebendo as inconsistências, a Polícia Civil abriu inquérito para investigar a possível fraude e, Gugu Liberato, desesperado e com medo de perder credibilidade, acabou confessando, no programa da Hebe Camargo, que a entrevista era falsa. O evento foi forjado.

O escândalo repercutiu por meses. Houve pedido de desculpas ao vivo na TV. Após o ocorrido, o SBT perdeu bastante credibilidade, principalmente nos noticiários do horário nobre.

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