Final trágico de “Bettlejuice” foi amenizado em sua versão final a pedido de associações familiares

O filme “Beetlejuice – Os Fantasmas se Divertem”, lançado em 1988, dirigido pelo excêntrico diretor Tim Brurton, fez um sucesso mundial danado. A comédia, com tons de espiritismo e drama familiar virou um clássico dos anos 80.

No longa, temos a seguinte premissa: Depois de morrerem em um acidente de carro, Bárbara (Geena Davis) e Adam Maitland (Alec Baldwin) se encontram presos, assombrando sua antiga casa. Quando uma nova família e sua filha adolescente, Lydia (Winona Ryder), mudam-se para a residência, o casal de fantasmas tenta, sem sucesso, assustar os novos moradores. Suas tentativas de assombração atraem um espírito espalhafatoso, cuja ajuda se torna perigosa tanto para o par de almas, quanto para a inocente Lydia.

Ao longo da história, a adolescente vai se aproximando e se tornando cada vez mais ligada ao casal de pais fantasmas.

Segundo os roteiristas, em entrevista ao portal de cinema do Yahoo, até o último tratamento do roteiro o desfecho era matar Lydia em um incêndio, fazendo com que a personagem pudesse ser realmente adotada, agora no outro mundo, pelos pais aos quais ela se apegou. Quando o roteiro passou pela última consulta aos produtores e a associações familiares norte-americanas, para pré-definir a classificação indicativa, foi levantada a seguinte questão: Lydia é uma adolescente com problemas familiares como os de muitos jovens americanos. O desfecho que irá dar a ela é uma morte em um incêndio ou um suicídio? Que mensagem perigosa estaremos passando aos nossos adolescentes?

Dessa forma, o final foi modificado e amenizado. E foi ao ar a versão clássica que conhecemos na Sessão da Tarde.

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