A tenebrosa experiência médica nazista que costurou gêmeos ciganos de quatro anos de idade

Quando se pensa nas barbáries cometidas pelo nazismo, o extermínio de judeus sempre é lembrado como um símbolo do horror que marcou esse regime. No entanto, outros povos também foram vítimas do massacre perpetrado pelos nazistas. O povo romani foi um deles.

Povo cigano em um campo de concentração

Conhecido como cigano, esse povo foi brutalmente perseguido e exterminado pelos nazistas em uma ação que foi chamada de “Porajmos”, termo que significa “devorar” e expressa bem o que ocorreu com os ciganos durante o regime nazista.

Esse povo sempre foi discriminado ao longo da história, o próprio termo cigano carrega consigo uma conotação pejorativa, muitas vezes usada para marginalizar aqueles que assim são chamados, por isso, atualmente, se prefere o uso do termo romani para designar esses povos. Durante o regime nazista, cerca de 500 mil sinti e roms da Europa, dois grupos ciganos muito presentes na Alemanha, foram exterminados e vítimas dos mais cruéis experimentos nazistas.

Considerados tão inferiores quanto os judeus, eles foram enviados para campos de extermínio, principalmente a partir do ano de 1942. Estima-se que em torno de 75% da população cigana da Europa tenha sido exterminada até o final da Segunda Guerra Mundial. Eles foram mortos nas câmeras de gás, exterminados através de fuzilamentos em massa ou vítimas das mais atrozes experiências realizadas por Mengele e sua equipe. O médico atraía as crianças com balas e doces e as usava como cobaias de seus experimentos.  

Como exemplo da crueldade extrema praticada nos laboratórios nazistas, temos o caso dos gêmeos Guido e Ina que tiveram as suas costas costuradas pelo médico Josef Mengele, como se fossem siameses. Eles tinham cerca de quatro anos e gritavam dia e noite por causa da dor que sentiam, até que sua mãe aliviou o sofrimento extremo praticado contra eles, matando-os com morfina.

Josef Mengele

Durante muito tempo, o genocídio praticado contra os ciganos foi apagado da história e não houve nenhuma reparação à dor praticada contra essas pessoas. Somente em 1979, o Parlamento Federal da Alemanha Ocidental reconheceu que a perseguição aos sinti e roms foi racialmente motivada e eles puderam solicitar indenizações por seu sofrimento e suas perdas. Nesse momento, entretanto, grande parte dos poucos sobreviventes já havia falecido.

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Referências:

https://www.romarchive.eu/en/voices-of-the-victims/genocide-holocaust-porajmos-samudaripen/

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quais-os-dez-piores-crimes-contra-a-humanidade/

https://www.mangalmedia.net/english/naziexperimentsonroma?format=amp

HANCOCK, I. “1938 and the Porrajmos: A Pivotal Year in Romani History”. Centre for World Dialogue. Global Dialogue, v. 15, n. 1, p. 106–117, 2013. p. 107.

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