A história de Madame Satã

João Francisco dos Santos, mais conhecido como Madame Satã, foi uma Drag Queen brasileira imortalizada pela cultura marginal da década de 1920 no Rio de Janeiro

Nascido em Pernambuco, quando criança, sua família o trocou por uma égua. Após ser criado como empregado em uma casa em Recife, se transferiu para o Rio de Janeiro, onde fixou residência no famoso bairro da Lapa, sede da vida boêmia carioca.


Na cidade maravilhosa, trabalhou como segurança de casas noturnas e montou uma rede de proteção a prostitutas e mendigos, impedindo que as profissionais do sexo fossem estupradas, abusadas e caloteadas pelos clientes e que mendigos fossem assassinados por policiais a mando de comerciantes da região.

Muito habilidoso na arte da capoeira e na manipulação da famosa navalha, não era raro ver João batendo em malandros, clientes folgados e até mesmo policiais. Inclusive, foi a morte de um agente de segurança que o levou para o terrível presídio de Ilha Grande, onde cumpriu pena de 16 anos por assassinato. Ao longo da vida, foi preso muitas vezes, por motivos diferentes. Em sua “capivara” os crimes são variados, há de atentado ao pudor a homicídio, passando pelos crimes de vadiagem e porte de armas.

Madame Satã entrou para a história do Rio de Janeiro como uma figura extrovertida e irônica, que enfrentou o preconceito contra homossexuais, negros e pobres. Ficou conhecida por sempre se meter em brigas para defender aqueles que considerava “elementos marginais” como: moradores de rua, crianças abandonadas, boêmios bêbados e meretrizes.

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