O Açougueiro da Rua do Arvoredo

O caso do fabricante de linguiça humana que aterrorizou Porto Alegre no século XIX

José Ramos e Catarina eram casados e, após alugar uma casa, conseguiram emprego no açougue do imigrante alemão Carlos Claussner. O casal fez amizade com o proprietário e, aos poucos, foi mostrando um lado obscuro. Nas noites de sábado, Catarina passeava em locais frequentados pela elite da cidade para “seduzir” homens e levá-los até o açougue, onde seu marido estava pronto para matá-los e desossá-los.

Após os primeiros crimes, o chefe do casal aconselhou que Ramos fizesse linguiça com as vítimas, para fazer os corpos desaparecerem mais facilmente e gerar maiores lucros para o seu comércio. Ao ver que o casal continuaria matando e que os desaparecimentos estavam chamando a atenção, Claussner resolveu mudar para o Uruguai, mas, antes de conseguir fugir, também virou linguiça.

Por incrível que pareça, os produtos fabricados por Ramos faziam bastante sucesso entre os membros da elite e classe média portoalegrense, os quais compravam no açougue e nem imaginavam que estavam levando pedaços dos corpos dos amigos e conhecidos encapados por tripa de porco e enrolados nos jornais do dia.

Ator preparado para viver o linguiceiro – Foto Renata Ibis

Há uma discussão fortíssima entre os historiadores e juristas sobre a veracidade de alguns fatos do caso, já que os registros são escassos e mal redigidos. Porém, na boca do povo, esse episódio continua bem vivo e a história do Linguiceiro da Rua Arvoredo entrou para a cultura popular como um dos maiores casos criminosos da trajetória de nosso país.

A fotografia que ilustra o texto foi tirada em uma peça de teatro, no início do século XX.

Referências:

http://www.justificando.com/2016/06/01/crimes-da-rua-do-arvoredo-as-linguicas-de-carne-humana/

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/retrato-falado-o-linguiceiro-da-rua-do-arvoredo/amp/

https://diegobayer.jusbrasil.com.br/artigos/456091552/crimes-da-rua-do-arvoredo-as-linguicas-de-carne-humana/amp

COIMBRA, David. “Canibais – paixão e morte na rua do arvoredo”. São Paulo: Editora L&PM, 2005.

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