Coco Chanel: a vida e obra da mulher que mudou a história da moda feminina mundial

Chanel ficou conhecida como uma estilista feminista que, a partir de suas roupas, conseguiu dar mais liberdade e flexibilidade ao corpo feminino, tão cobrado pela rigidez machista da sociedade.

Chanel nasceu em 1883, em uma pequena cidade no interior da França. Filha de uma lavadeira solo, sua mãe morreu quando ela tinha 12 anos, vítima de uma epidemia de tuberculose. Na época, Chanel, foi enviada para um orfanato religioso, local que ficou até os 18 anos.

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Vestimentas femininas em fins do Século XIX

Ao completar a maioridade, Coco se transfere para a região central da França, em Moulins, e passa a trabalhar em uma pequena loja de artigos diversos, entre os produtos, estavam roupas femininas. Foi lá, que descobriu o dom para a costura. Ganhando pouco, ela completava a renda cantando em um Café, no período noturno. Foi nesse local, que ganhou o apelido de Coco, devido a uma música que cantava.

Após descobrir a habilidade para criar roupas, Coco se juntou a uma tia e passaram a produzir enxoval, no início do século XX. Em 1903.
Em 1907, após anos costurando para os outros, Coco conhece o milionário Etienne Balsan, dono de uma antiga fábrica de roupas para o Exército e policiais francesas.

Coco Chanel – Wikipédia, a enciclopédia livre

Envolvendo com Etienne, ela passa a criar e a produzir roupas. Além da produção, ela vivia pelos cantos da alta sociedade convencendo mulheres e homens a adotarem suas criações. Na época, Coco era considerada uma mulher mal falada. Hoje, sabemos que ela era alguém à frente do seu tempo e que iria revolucionar a vida das mulheres.

Em 1910, Coco muda-se para Paris e abre uma loja para expor seus chapéus. Ela defendia a famosa roupa “básica”. Um chapéu sem ornamentos, roupas mais simples, que garantissem a mobilidade exigida pelos tempos modernos.

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Antes de Chanel, a vestimenta das mulheres era formada por seis peças embaixo das roupas principais. Além de vestidos extremamente desconfortáveis e que impossibilitavam a flexibilidade exigida nos grandes centros urbanos.

Sua vida profissional se misturava com a vida pessoal, em uma sociedade moralista como era a francesa no início século XX. Chanel se envolveu com homens casados, tinha postura de enfrentamento das tradições patriarcais.

Após a morte de seu sócio, a estilista passa a ter seu próprio ateliê e investe em criação de roupas esportivas e básica. Certamente, sem Chanel, demoraria muito mais para que as pessoas passassem a usar roupas mais confortáveis e flexíveis. Ao inserir essas roupas na realidade feminina, Coco foi revolucionária e fundamental para a luta feminina por liberdade e poder sobre o próprio corpo.

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Durante a Segunda Guerra Mundial, quando mulheres passaram a fazer parte do esforço de Guerra e, posteriormente, do mercado de trabalho, as roupas de Chanel causaram uma revolução.
A quantidade de adereços e as pressões sobre a roupa feminina foram sendo gradualmente abandonadas. Coco via a moda como um negócio que alteraria o modo de vida das pessoas. E foi sobre o corpo feminino que ela construiu seu império. Suas roupas eram mais leves, as saias mostravam os tornozelos das mulheres. Coco também se destacou na venda de trajes de banhos. Sempre acompanhada de feministas que faziam questão de usar seus projetos.

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Após revolucionar a moda, Chanel entrou para a história como uma das maiores estilistas de todos os tempos. Como a mulher que adequou as vestimentas do sexo feminino ao século XX.
Seu falecimento ocorreu em 1971, sem marido e filhos, ela morreu de infarto, sozinha, no Hotel Ritz, em Paris, onde residiu por uma década.

Referências:
https://www.fashionbubbles.com/historia-da-moda/as-grandes-estilistas-da-moda-europeia-coco-chanel-parte-35/26707/amp/

https://elle.com.br/moda/quem-foi-coco-chanel-estilista-moda

https://www.revistalofficiel.com.br/moda/10-fatos-sobre-coco-chanel

https://www.biography.com/fashion-designer/coco-chanel

CIDREIRA, Renata Pitombo. “Os sentidos da moda”. São Paulo: Annablume, 2005.

CHARLES-ROUX, Edmonde. “A era Chanel”. São Paulo: Cosac Naify, 2007.

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