Conheça a tenebrosa história de Edson Izidoro Guimarães, o “Enfermeiro da Morte”

Acusado de matar 130 pacientes, Edson fazia parte de um esquema mafioso e sinistro envolvendo funerárias, corrupção e morte de pacientes em hospitais do Rio de Janeiro.

No dia 7 de maio de 1999, o auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães foi preso sob suspeita de ter matado 130 pacientes do Hospital Salgado Filho, no Méier, no Rio de Janeiro.

Edson Izidoro confessou ter matado cinco pacientes na UPT (Unidade de Pacientes Traumáticos). Ele usou injeções de cloreto de potássio em um deles e desligou os aparelhos dos outros quatro.

Conhecido como “Anjo da Morte”, o auxiliar de enfermagem estava envolvido em um esquema com agências funerárias e recebia entre 80 e 100 reais a cada morte que informava. Segundo ele, quando as mortes eram relacionadas a acidentes de trânsito, o valor poderia chegar a até mil reais.

Em outro momento, Izidoro alegou que matava por pena, como uma forma de aliviar o sofrimento dos pacientes, e que não se arrependia, pois suas vítimas não tinham possibilidade de recuperação.

Denunciado por uma auxiliar de limpeza que disse ter testemunhado a morte de um paciente logo após Edson Izidoro ter-lhe aplicado uma injeção, ele foi preso em flagrante pela polícia civil e, após um depoimento cheio de contradições, acabou confessando cinco mortes.
Guimarães foi julgado e condenado a 31 anos e 8 meses de prisão. Não foi possível comprovar a sua participação nas outras mortes que ocorreram durante seus plantões, mas os seus crimes chocaram o Rio de Janeiro e acenderam o alerta para a investigação desse esquema de funerárias em outros hospitais.

Edson afirmou em depoimento que era um “peixe pequeno” no esquema e afirmou que os que realmente lucravam estavam em liberdade, lucrando, inclusive, com tráfico de órgãos.

O esquema, que ficou conhecido como “Máfia das funerárias”, movimentava diversos hospitais do Rio de Janeiro e São Paulo. As empresas pagavam comissões aos funcionários que indicassem os seus serviços. As mortes por acidentes de trânsito tinham uma remuneração maior porque envolviam também um esquema de seguro.

Apesar das muitas evidências das ações e de ter sido aberta uma CPI para apurar os fatos, Edson Izidoro foi a única pessoa presa, as investigações não encontraram provas para incriminar mais ninguém. O comércio da morte, entretanto, aconteceu e, para os envolvidos no esquema, o fim da vida daqueles que ocupavam o leito dos hospitais era apenas uma forma de obter lucro, não importando a dor daqueles que perdiam seus entes queridos, tampouco os crimes de Izidoro para acelerar esse processo e lucrar com a dor alheia.

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