A ascensão e queda de uma estrela: a emblemática trajetória de Carmen Miranda

Maria do Carmo Miranda da Cunha nasceu em Marco de Canaveses, Portugal, em 9 de fevereiro de 1909, mas mudou-se para o Brasil aos dez meses de idade. Conhecida como Carmen Miranda, se tornou um dos ícones da música brasileira entre as décadas de 1930 e 1940.

Lembrada mundialmente por seu figurino exótico, composto por roupas coloridas e chapéus de fruta, por seu sotaque e por seu carisma, ela alcançou notoriedade nos palcos brasileiros e em diversos palcos internacionais, garantindo uma posição de destaque em Hollywood, onde atuou em 13 filmes, participou de importantes programas de rádio e televisão, apresentou-se em casas noturnas, cassinos e teatros.

Entretanto, não foi apenas a glória e o sucesso que marcaram a vida de Carmen Miranda. Enquanto em sua carreira dava voos cada vez mais altos, na vida pessoal, enfrentou uma série de problemas, relacionamentos conflituosos e a decisão de praticar um aborto.

Sua primeira atuação como baiana foi no filme “Banana da Terra”, de 1939. Nessa época, começou a namorar o remador Mário Cunha. Logo depois, envolveu-se com o famoso herdeiro Carlos da Rocha Faria. Algum tempo depois, aceitou o pedido de noivado do músico Aloysio de Oliveira. Nesse relacionamento, engravidou pela primeira vez, mas decidiu fazer um aborto para não atrapalhar a sua carreira. Essa decisão intensificou os desentendimentos entre o casal e eles desmarcaram o casamento, mantendo-se amigos por toda a vida.

No ano de 1940, ela deu início à carreira em Hollywood, estrelando o filme “Serenata Tropical”. Em solo norte-americano, envolveu-se em diversos relacionamentos e, em 1947, conheceu o homem que arrebatou de vez o seu coração, David Sebastian, que trabalhava como assistente de produção de um de seus filmes. Rapidamente, eles se casaram e David assumiu o papel de empresário da artista. No entanto, ele conduzia a carreira da esposa com negligência e Carmen Miranda começou a perder contratos. Paralelamente a isso, ela vivia um relacionamento abusivo, sendo agredida e humilhada pelo marido com bastante frequência, o que a levou a exagerar na bebida e a tornar-se dependente do álcool.

Em 1949, eles chegaram a anunciar a separação, mas Carmen Miranda era contra o divórcio e eles acabaram reatando. Ela sonhava em ter um filho de David, porém, quando finalmente conseguiu engravidar, sofreu um aborto espontâneo e precisou ser hospitalizada. Vítima de uma intensa hemorragia, a artista acabou se tornando estéril, o que a levou a afundar em uma depressão.

Todos esses fatos levaram a famosa estrela a se viciar em bebidas, cigarros, antidepressivos e calmantes. Desse modo, enquanto a sua vida pessoal ia ficando marcada por longas crises, sua carreira ia entrando em decadência.

Em 5 de agosto de 1955, Carmen Miranda sofreu um ataque cardíaco e foi encontrada morta, aos 46 anos de idade. Seu corpo chegou ao Rio de Janeiro no dia 12 e seu cortejo fúnebre até o Cemitério São João Batista foi acompanhado por cerca de meio milhão de pessoas.

Conhecida como Pequena Notável, Carmen Miranda rompeu muitos paradigmas, tornou-se um ícone do samba, mesmo sendo uma mulher branca, construiu uma representação própria da baiana, a partir de seus figurinos inusitados e das frutas que enfeitavam a sua cabeça, deu projeção internacional à música brasileira, assumiu um estilo único que até hoje a tornam um símbolo da arte brasileira e a fazem ser lembrada como uma mulher revolucionária.

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Referências:

https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cultura/2020/08/quem-foi-carmen-miranda/

https://acervo.estadao.com.br/noticias/personalidades,carmen-miranda,671,0.htm

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862009000200004

http://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/5602

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